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mar
Ásia, Hospedar-se

Onde se hospedar em Siem Reap: Goyavier Boutique Hotel

O nosso hotel no Camboja foi uma excelente surpresa. Na verdade, não foi a nossa primeira opção quando estávamos planejando a viagem, mas eu jamais me arrependerei de ter escolhido o Goyavier Boutique Hotel. Aliás, voltaria pra lá em um piscar de olhos.

Fiz a reserva e entrei em contato por email para solicitar o transfer gratuito e informar os detalhes do nosso voo. Cheguei a mandar um email um dia antes da viagem para lembrar o gerente e ele me garantiu que estava tudo confirmado. De fato, ao sairmos do desembarque, lá estava o nosso motorista segurando um papel com o meu nome. Fomos de Mitsubish Pajero para o hotel. Acho que fizemos o trajeto em 15 minutos e aquela paisagem em muito me lembrava o desordenado interior do Paraguai. Olhávamos com curiosidade para aquele enxame de tuk tuks dividindo espaço com carros e motocicletas carregando mais gente e carga do que a motocicleta foi projetada para levar. Um trânsito meio faroeste onde as regras, pelo menos para mim, não pareciam muito claras.

No hotel, fomos recepcionados com um copo de suco de citronela pelos funcionários e pelo Sr. Veth, o simpático gerente. Também recebemos toalhinhas umedecidas. Nem fazia tanto calor assim, mas um agrado é sempre bem-vindo. Sobravam sorrisos de todos os funcionários. Não aquele sorriso amarelo, mas um sorriso sincero e gentil que durante a nossa viagem, se mostrou a cara do Camboja e nos cativou a ponto de que não pararmos de sonhar em voltar. Os cambojanos são, em geral, muito corteses, mas no nosso caso específico, creio que tenha sido também pelo fato de termos sido os primeiros hóspedes brasileiros naquele hotel praticamente recém-inaugurado. Em um hotel onde 90% dos hóspedes são franceses, era quase como se fôssemos a atração principal. Após um breve bate-papo, fomos direcionados ao quarto.

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O hotel tem 12 quartos que são divididos em 3 categorias: deluxe room, suite room e family room. Ficamos hospedados no 110, uma suíte no segundo andar. Há várias peças de arte espalhadas no corredor, cada uma colocada no seu devido lugar de forma a criar o ambiente de transição perfeito entre as áreas comuns do hotel e os aposentos. As peças de madeira e ferro se destacam no alvo corredor e era como se o gigante rosto no final sempre nos desse boas-vindas para um descanso merecido depois de visitarmos as ruínas de Siem Reap.

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O quarto é amplo e aconchegante. Cada aposento possui um instrumento musical cambojano e no 110 havia um samphor, um tambor tradicional. As camas eram confortáveis e a decoração, de muito bom gosto. Todo dia, lichia e longan, uma espécie de pitomba, eram repostas no quarto.

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Após conhecer os aposentos, fomos almoçar. Os preços no restaurante não são abusivos e a comida é muito gostosa. Optamos por frango assado na folha de pandano, molho de tamarindo e arroz feito no vapor. Pandano é uma planta abundante na Ásia, comumente usada para fazer tempero, sobremesa e suco. Cada pedaço de frango era cuidadosamente embrulhado em uma folha, como uma singela embalagem de presente. Porque comida também é para se comer com os olhos.

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A decoração do hotel me deixou muito impressionado. O Goyavier tem um clima colonial francês, cheio de referências à cultura cambojana, mas sem ser carregado. Eu não diria minimalista, mas na medida certa. A estética está presente em todos os ambientes: imagens de Buda, peças de ferro, muita madeira e as portas venezianas que ajudam a acalmar o calor, tudo combina para criar uma atmosfera caseira naquele hotel que muito poderia ser um lar. E ainda tinha aqueles ventiladores de teto bem retrô que eu tanto gosto.

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A piscina com água salgada é perfeita para se refrescar do calor cambojano. Entre um passeio e outro, não tinha nada melhor. Várias vezes, tínhamos a piscina só para nós.

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O hotel tem um belo jardim com flores de lótus e plumerias – duas das minhas plantas favoritas. E as flores do jardim são colhidas para serem usadas na decoração do hotel.

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Na diária já estão incluídos o transporte de e para o aeroporto, 30 minutos de massagem, WI-FI de excelente qualidade e o café da manhã. O café não é diversificado, mas é suficiente: suco, omelete, café e chá, pão e manteiga. E não se esqueça de pegar a garrafa de água do quarto – uma cortesia do hotel para um passeio pela selva cambojana.

O Goyavier fica em uma rua de chão batido e um pouco distante da Pub Street, a rua principal da cidade e onde tudo acontece, mas isso não foi um problema para nós. Na verdade, como buscávamos paz de espírito, o Goyavier foi mais uma vez, a escolha perfeita. À noite, podíamos escutar os barulhos da natureza. Sapos e pererecas que cantavam uma sinfonia afinada sob a luz da lua cheia.

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Para se locomover até o centro da cidade, é preciso contratar um tuk tuk, mas sempre há um motorista de confiança na entrada do hotel e nunca tivemos que esperar pelo transporte. Cada trecho custava US$1,00. Ainda com o dólar alto, um valor justo.

E apesar de estar em uma rua de terra, longe de outros hotéis, os muros são baixos e não me pareceu que segurança é um problema. Eu só me lembrava da pousada em que os meus pais se hospedaram em Maceió – igualmente distante e charmosa, mas com muros altos, arame-farpado e segurança. Para se ter uma ideia, o portão do Goyavier ficava constantemente aberto, algo com o que não estamos acostumados no Brasil.

Depois de cinco dias hospedados no Goyavier, eu só tenho elogios, especialmente para a simpatia dos funcionários. Todos eram de uma cordialidade sincera que há muito eu não via e isso realmente fez a diferença. Trata-se de um pequeno hotel onde o serviço é personalizado e o hóspede se sente como se fizesse parte da família.

Goyavier Boutique Hotel

#678B, Salakanseng Village, Svay Dangkum,

+855 63 765 176

Diária: US$ 45,00 (na baixa estação, de abril até outubro) e US$ 70,00 (na alta estação).

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