17
dez
América do Norte, Bater Perna

Coney Island

Coney Island não tem nada a ver com Manhattan. Nada. Mas está ali do lado e por que não fazer uma visita? Parte do bairro do Brooklyn, trata-se de uma área residencial que estava nos meus planos visitar como parte da minha ideia de conhecer um pedaço de Nova York que geralmente fica fora dos roteiros tradicionais.

Mas Coney Island? Coney Island apareceu para mim em dois filmes. O primeiro, Réquiem para um Sonho. O filme, que sem nenhuma tarja preta mostra a ruína de um casal viciado em drogas, tinha como pano de fundo os prédios quase todos iguais de Coney Island – e aquela paisagem me fez lembrar um pouco de Brasília (guardadas as devidas proporções). A imagem dos prédios de tijolo aparente, do píer e do mar infinito ficou gravada na minha mente. O segundo filme foi Cloverfield (um dos meus favoritos, por sinal). Coney Island aparece em flashes de uma gravação que foi parcialmente apagada. O personagem principal, incrédulo pelo fato de a menina por quem ele era apaixonado nunca ter ido a Coney Island, a leva para andar na famosa roda-gigante. E Betty, a riquinha por quem Rob era apaixonado, aproveita como criança cada minuto daquela escapada da realidade. Talvez tenha sido aí o momento em que decidi que visitaria aquele pedaço de Nova York.

Com o nosso passe de metrô válido por 7 dias, pegamos a linha Laranja D e fomos até a estação Coney Island. Depois que o metrô cruza a Manhattan Bridge, ele anda por trechos sobre a superfície. E é justamente neste momento em que pudemos observar a paisagem mudando lentamente, os prédios ficando mais baixos, a metrópole adquirindo contornos de cidade do interior. Escolas, lavanderias, tudo estava ali ao alcance da nossa vista. E bastava olhar para trás para ver a linha do horizonte e se lembrar dos arranha-céus que fizeram com que o nome Manhattan fosse sinônimo de Nova York.

01 - 55 St Station Brooklyn

Coney Island

Coney Island Station

Descemos na última estação. A viagem durou cerca de 45 minutos. As estações de metrô em Nova York são muito parecidas umas com as outras, mas a de Coney Island é diferente:  repleta de motivos circenses, em alusão aos famosos parques de diversão que colocaram a vizinhança no mapa. Coney Island já foi uma ilha, mas um aterro a conectou ao continente, transformando drasticamente a paisagem e permitindo que a população ocupasse um lugar que antes era uma ilha de vegetação rasteira.

04 - Coney Island Station

05 - Coney Island Station

06 - Coney Island Station

07 - Coney Island Station

Chegamos meio cedo e tudo ainda estava acordando. A primeira coisa que chama a atenção são os brinquedos dos parques de diversão, mas estava tudo parado e naquele momento, pensei que talvez tudo aquilo só ganhava vida durante o final de semana. Andamos até a praia e estendemos a nossa toalha. Não era exatamente clima de praia, ventava bastante e a areia fina nos chicoteava, mas eu me juntei às massas que tomam sol de roupa. Algumas almas corajosas arriscavam menos roupa. Eu, que não gosto de água fria, nem cogitei entrar no mar. Saí da praia satisfeito com o meu bronzeado.

08 - Coney Island Boardwalk

09 - Praia de Coney Island

10 - Praia de Coney Island

11 - Praia de Coney Island

Fomos andando pelo calçadão de madeira e notamos que cada vez mais gente passava a ocupar aquele espaço, gente de patins, gente de bicicleta, alguns passeando com cachorro. O clima é de calçadão de Copacabana. Pode ser que eu esteja errado, mas não vi nenhum turista – e isso me fez curtir ainda mais aquele momento. Fomos até o final do píer contemplar a imensidão do mar e de quebra, ainda ganhamos Coney Island vista de frente.

12 - Coney Island Boardwalk

13 - Coney Island Boardwalk

14 - Coney Island Pier

15 - Praia de Coney Island

16 - Praia de Coney Island

17 - Coney Island Pier

18 - Coney Island

19 - Coney Island Pier

E quando achávamos que já tínhamos experimentado tudo e nos preparávamos para voltar, eis que notamos que os brinquedos dos parques de diversão estavam funcionando. Era a deixa que a gente queria!

20 - Luna Park Coney Island

21 - Luna Park Coney Island

Começamos com o Sling Shot: basicamente, um grande estilingue que vai de catapultar para cima dentro de uma cápsula a uma velocidade de… bem, sei lá de quanto, mas é muito rápido. A primeira subida é tranquila, mas a primeira descida, nossa, dá um frio na barriga e instantaneamente, a gente começa a se perguntar: que diabos eu estou fazendo aqui? Sabe quando os segundos duram muito mais do que deveriam? Eu queria ficar de olho fechado, mas a curiosidade de ver o mundo de um ângulo diferente era maior. Eu queria gritar, mas não saía nenhum som da minha boca. E naquele vai e vem, naquele sobe e desce, eu comecei a rir. Um pouco de nervoso. Um pouco de alegria também. É adrenalina pura. É muito legal.

22 - Coney Island Sling Shot

23 - Coney Island Sling Shot

24 - Coney Island Sling Shot

25 - Coney Island Sling Shot

26 - Coney Island Sling Shot

Próxima parada: Soarin’ Eagle: uma montanha-russa em que a gente vai deitado. Verdade, depois do Sling Shot, a emoção nem foi tão forte assim, mas é legal e rendeu um vídeo bacana do trecho em que voamos em espiral – porque naquela posição, dá para se sentir o próprio Super-Homem.

27 - Coney Island Soarin Eagle

28 - Coney Island Soarin Eagle

29 - Coney Island Soarin Eagle

30 - Coney Island Soarin Eagle

31 - Coney Island Soarin Eagle

32 - Coney Island Soarin Eagle

Depois, comemos um hambúrguer no Ruby’s, um restaurante na orla. A comida deixou a desejar, mas almoçar em boa companhia ouvindo Elvis direto da jukebox não tem preço.

33 - Coney Island Boardwalk

34 - Coney Island

35 - Coney Island

36 - Coney Island

37 - Coney Island

38 - Coney Island

E para terminar, Wonder Wheel – porque uma visita a Coney Island sem andar na icônica roda-gigante de 1920 não é uma visita completa. Há dois tipos de passeio na roda-gigante: com e sem emoção. Se optar por ir com emoção, escolha as gaiolas de fora, pois elas ficam balançando. Se quiser o passeio normal, escolha as de dentro. Se bem que às vezes, as de foram davam a impressão que iam cair em cima da gente – o que pra mim é emoção do mesmo jeito. Mas nunca houve um acidente na roda-gigante e não teria porque ser justo durante o meu passeio.

39 - Coney Island

40 - Coney Island Wonder Wheel

41 - Coney Island Wonder Wheel

42 - Coney Island Wonder Wheel

43 - Coney Island Wonder Wheel

44 - Coney Island Wonder Wheel

45 - Coney Island Wonder Wheel

Coney Island, você foi uma ótima surpresa. E parafraseando a Betty no final do filme, “I had a good day”.

Luna Park

Sling Shot: 22 créditos (ou US$ 22,00 – é, eu sei, é meio caro)

Soarin’ Eagle: 7 créditos

Passeio na roda-gigante: US$ 7,00

  • Carol May Rodrigues

    Muito legal este post! Estou procurando uns bate-volta de NYC. Já fiquei uns 10 dias por lá e agora vou voltar com uns amigos, estava procurando programas diferentes para fazer durante o dia. 😉

    • Thiago Magalhães

      Obrigado, Carol. Esperamos que você curta Coney Island tanto quanto nós! Depois, conte para a gente.

    • Ficamos felizes que você tenha gostado da dica, Carol. E desculpe-nos por somente ter respondido agora, mas enfrentamos alguns probleminhas com o blog e ficamos sem poder responder a ninguém. Depois, conte para a gente o que você achou de Coney Island.

      • Carol May Rodrigues

        Acho que vocês tiveram mais sorte, fui num dia horrível. Ficou nublado e ventando muito, chegava a vir areia para cima da calçada, rs. Acho que deve ser legal num dia de sol. Fiquei meia hora e voltei para Manhattan, kkkkkk

        • Poxa, que pena, Carol! Mas você não chegou a ir nem no Sling Shot? De qualquer forma, a vista de Manhattan sempre compensa, não é?. =)

          • Carol May Rodrigues

            Não dava para enxergar nada e os brinquedos emocionantes nem iam abrir por causa do vento. Quando eu fizer o post, vou linkar vocês e aviso para vocês olharem as fotos lindas, rsrs

          • Putz, que droga. Mas neblina sempre rende umas fotos bacanas. E aposto que o clima fantasmagórico deve ter rendido umas fotos bem legais.

          • Putz, que droga. Mas neblina sempre rende umas fotos bacanas. E aposto que o clima fantasmagórico deve ter rendido umas fotos bem legais.