11
ago
América do Norte, Bater Perna

Seattle

Dois seriados americanos eram a minha referência de Seattle: Fraiser e Grey’s Anatomy. Claro que, entre uma cena e outra, os dois sempre acham uma oportunidade de mostrar a famosa Space Needle de um ângulo diferente. E esperando não só ver esse ícone da cidade, mas ver o que mais Seattle tinha a oferecer, foi que eu decidi que esse seria o meu destino no trecho americano da minha viagem.

O leitor deve estar se perguntando o que leva alguém a combinar Europa e Estados Unidos na mesma viagem. Bem, a resposta é simples: eu queria ir para a Europa usando milhas, porém as minhas milhas estavam espalhadas em dois programas de milhagem distintos e eu estava para perder um monte de milha da Gol, mas só tinha o suficiente para voltar dos EUA. Como eu já havia me decidido por Escócia e Islândia, só faltava escolher o destino nos EUA. Para onde ir? Em primeiro lugar, era preciso ter um voo direto de onde eu estava, para economizar tempo – um fator importante nessa equação. Era preciso ter disponibilidade de assento com milhas para voltar para o Brasil, além de ser um destino interessante e ainda não visitado. Foi assim que Seattle foi a escolhida.

P1180837

Seattle está localizada no Estado de Washington, no extremo Oeste do país, fazendo fronteira com o Canadá. O Estado de Washington é conhecido como Emerald State por causa das florestas sempre verdes (ah, o Estado também serviu de locação para as filmagens de Twin Peaks). E de fato, a impressão que se tem é que Seattle é um enclave no meio de florestas. Sempre é possível avistar o verde quando se cansou do cinza.

O meu voo saiu de Keflavík às 17:00 e sete horas de voo depois, eu cheguei a Seattle às 17:45. Sete horas em quarenta e cinco minutos! O bom é que o corpo não cansa, parece uma continuação do dia. O oficial da imigração perguntou se eu estava fazendo uma meia volta ao mundo. Eu nunca sei quando você se pode ser engraçadinho com eles… Respondi “É, mais ou menos” e sorri. A melhor maneira de sair do aeroporto é pegar o Central Link, um veículo leve sobre trilho, até o centro (Westlake Station). Grande parte do trajeto é feita sob a superfície, o que é ótimo para se ter uma visão geral da cidade. Da estação final, fui caminhando para o albergue.

A Space Needle foi a minha primeira parada no dia seguinte. Construída para a Feira Mundial, em 1962, o que era futurista na época hoje é vintage. E a construção que parece ter saído de um capítulo dos Jetsons continua atraindo milhares de turistas que querem ter um vista panorâmica da cidade. Ao longe, é possível ver o Monte Rainier, um enorme vulcão que ao mesmo tempo embeleza a paisagem e, na iminência de uma erupção, põe em risco toda aquela região.

P1180583

P1180588

P1180589

P1180604

P1180607

P1180609

P1180610

P1180611

P1180612

P1180673

P1180701

Também para a Feira Mundial foi construído o monotrilho, que liga Seattle Center, o parque onde se encontra a Space Needle, ao centro da cidade. A distância é facilmente percorrida a pé, mas eu tenho a obrigação de recomendar que uma vez em Seattle, você percorra o trajeto no monotrilho. É rápido, mas bem diferente de todos os meios de transporte que eu já usei. Honestamente, não sei por que o projeto não foi ampliado para outras regiões da cidade. Ao contrário da Space Needle, o projeto ainda é moderno em hoje em dia e, o que é melhor, funcional.

P1180913

P1180919

Eu costumo dizer que não há melhor maneira de ver o dia a dia dos locais do que passear por um mercado ou uma feira. E nesse sentido, não deixe de ir ao Pike Place Market. Por alguma razão, o mercado é considerado um ponto turístico e, sim, você vai encontrar alguns turistas lá com suas câmeras e apetite insaciável por fotografia. Eu não sei o que fez daquele mercado um ponto turístico. Seria por causa dos vendedores jogando peixe um para o outro, em uma habilidosa demonstração de destreza? Ou seria por causa do primeiro Starbucks logo ali na frente? Eu não tenho a resposta, mas andar pelas barracas e experimentar os sabores das frutas, que só temos no Brasil se pagarmos uma pequena fortuna, é obrigatório.

P1180764

P1180741

P1180743

P1180745

P1180751

P1180755

P1180760

P1180762

Seattle é lar do primeiro Starbucks. Ele está ali na frente do Public Market. Se você fizer questão de entrar, prepare-se para uma longa fila – a mãe de todas Starbucks é muito concorrida pelo simples fato de ter sido a primeira. Coitada da filial logo ali do lado, quase sempre vazia. Como não sou de multidões, preferi a menos famosa para saborear o meu vanilla latte.

P1180754

O Estado de Washington tem um dos impostos mais caros dos EUA (prepare-se para acrescentar 9,5% ao valor do produto), mas ainda assim, compensa fazer compras em Seattle. Não fui ao outlet, que me disseram ser ruim (além de contramão), mas mesmo na cidade, os preços são bem mais competitivos do que no Brasil. Para loja de departamento, procure a Macy’s e a Nordstrom Rack. Eu ainda dei uma passadinha na Columbia, uma das minhas lojas favoritas.  Não existe imposto sobre compra na vizinha Portland. #ficaadica

P1180577

P1180579

P1180585

P1180674

P1180680

P1180685

P1180729

P1180746

P1180831

P1180850

P1180873

P1180874

P1180907

P1180908

  • Oi, pessoal. Tudo bem?

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia

    • Thiago Magalhães

      Valeu, Natalie! Uma honra contribuir! =]

  • Acho Seattle uma cidade muito charmosa, e das grandes cidades americanas, uma das que mais “caminháveis”, mesmo com uma ladeirinha aqui e outra ali. Excelente post!

    • Thiago Magalhães

      Obrigado, Pedro. Você falou ladeira e a primeira coisa em que pensei foi quando saí da da estação Westlake e, sem saber se deveria virar à esquerda ou direita, optei pela esquerda, pois, claro, era a descida. Acontece que o albergue era na direção oposta e eu só me dei conta quando já estava lá embaixo. Imagina subir tudo aquilo com uma mala pesada. Não tem rodinha que alivie. =]
      Um abraço