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jul
Europa, Fotografar

The Golden Circle

Gêiseres, quedas d’água e uma enorme fenda continental: onde mais você poderia encontrar atrações assim tão perto uma da outra?

Planejamento é a chave para o sucesso, certo? Certíssimo. Por isso, pesquise bem antes de viajar. Um dos passeios que eu queria muito fazer na Islândia era entrar em um vulcão adormecido. No entanto, uma divergência quanto ao que é verão me impediu de realizar esse sonho. Explico: eu estava doido para explorar o impronunciável Þríhnúkagígur, um vulcão inativo perto de Reykjavík. Pedi para o recepcionista do albergue fazer a reserva para mim e ele me informou que o passeio só era feito no verão. “E esse sol lá fora?” – questionei. Era agosto. “A temporada vai até 26 de junho”[1]. Ainda insisti para ele ligar para a empresa Inside Volcano, e ele o fez, só para confirmar o que eu temia.

Contrariado, tive que mudar de planos. Escolhi o passeio chamado Golden Circle, que eu faria de qualquer forma. O passeio engloba três lugares diferentes. Na verdade, acabamos parando em cinco lugares.

Uma van da empresa Bus Travel me buscou no albergue e me levou ao entorno da cidade onde um ônibus maior com turistas de outros hotéis me esperava. O dia estava perfeito para um passeio, poucas nuvens e um céu azul convidativo. Mas não se esqueça, casaco é um item obrigatório mesmo no verão que não é verão. Eu vou deixar as fotos falarem por si só.

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A primeira parada foi na cratera Kerið, um enorme buraco no chão formado após o colapso de um vulcão – não exatamente o interior do vulcão que eu queira visitar, mas… Quando o magma foi expulso e o interior ficou oco, o vulcão ficou sem sustentação e as paredes acabaram desabando. Ali se formou um lago que alterna suas cores entre esmeralda e turquesa.

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A segunda parada (terceira, se você contar a cachoeira) foi no Haukadalur, uma enorme planície repleta de fontes termais e gêiseres. Geysir, hoje extinto, foi o maior da sua espécie e foi o que deu origem ao nome gêiser. O seu irmão menor, Strokkur, é quem dá as boas-vindas aos visitantes. As erupções acontecem regulamente a cada 8 ou 12 minutos, jorrando água escaldante a 20 metros de altura – para a alegria dos turistas.

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Gulfoss é descrita como sendo uma cachoeira linda. Não deixa de ser verdade. No entanto, se você já pisou em Foz do Iguaçu, bem, Gulfoss não vai te impressionar tanto. É bonito? Sem dúvida. Mas as Cataratas do Iguaçu são muito mais imponentes.

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Finalmente, Þingvellir. O lugar é onde as placas tectônicas Norte-americana e Eurasiana se encontram. Um lugar onde eu não construiria absolutamente nada, mas onde em 930 foi construído o primeiro parlamento islandês. Foi ali também que a religião cristã foi adotada como oficial e onde a República foi decretada em 1944. A força das placas, em uma eterna competição de queda de braço, formou um cânion que pode ser percorrido a pé. E se você tem habilitação de mergulho (e se água fria não é um problema para você), é possível nadar em algumas partes da fenda. Vai encarar?

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[1] Para informações atualizadas, confira a página da empresa. Em 2013, a temporada vai até setembro.