27
jun
Europa, Experimentar, Fotografar

A Lagoa Azul

Hora de deixar a cidade grande. Grande? Vocês entenderam. Afinal de contas, eu me despenquei da minha residência até a Islândia para ver a natureza. O destino? A Lagoa Azul – sem piadinhas com o filme! =)

A Lagoa Azul fica no caminho entre o aeroporto e Reykjavík e por isso, é possível combinar o seu transfer com uma parada nas águas termais – excelente opção caso o voo da volta seja mais a tarde e você precise sair do hotel cedo.

Contratei o transporte no albergue. No caminho, aquela paisagem vulcânica desolada que a escuridão da noite em que cheguei me impediu de ver. Uma paisagem rústica e rasteira, ao mesmo tempo maltratada pelas intempéries, mas poética. Até que avistei pilares de fumaça. Estava chegando perto do complexo. O legal da Lagoa Azul é que além de ser um spa com toda a conveniência que um lugar desse tipo pode oferecer, ela ainda é uma usina termoelétrica. Não consigo pensar em nada mais ecologicamente correto. Aliás, durante a sua estada na Islândia, você vai perceber o quão preocupados os islandeses são com questões ambientais.

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É impossível não se impressionar com o azul daquelas águas. É algo hipnótico: a água azul contrasta com o chão vulcânico preto e os depósitos de sílica brancos criando um efeito digno de uma pintura. E como naqueles comerciais da televisão, “mas não é só isso”, as águas da Lagoa Azul são famosas pelas propriedades medicinais devido à quantidade de minerais, além de combaterem o envelhecimento. Não se surpreenda se o islandês que você conhecer disser que tem dez anos a mais do que aparenta. A água na Islândia faz milagres. É sério. A água na Islândia é motivo de orgulho da mesma forma que o fato de eles serem descendentes dos vikings. Aliás, a água é tratada e pode ser bebida diretamente da torneira. O gosto é meio esquisito, mas, como eles mesmos gostam de se gabar, faz bem.

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A Lagoa Azul funciona assim: você paga a entrada e recebe uma pulseira eletrônica, que é a chave do seu armário. Logo em seguida, você escolhe um armário vazio, troca de roupa, toma uma ducha (obrigatória antes de entrar), se joga no piscinão e fica ali só com a cabeça para fora, esperando o tempo passar. A temperatura da água varia de 35 a 39 graus. Deve ser uma maravilha no inverno! Não que verão seja sinônimo de calor… Em alguns pontos, há um balde onde você pode pegar sílica para passar no corpo. Você não vai reconhecer a sua pele ao sair. Juro.

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O complexo conta ainda com hotel, sauna, lanchonete e uma loja de produtos de beleza, onde você pode comprar um pouco do segredo islandês para a juventude. O preço é salgado, mas vale a pena.

Não é à toa que a Lagoa Azul é um dos lugares mais visitados da Islândia.

  • Felipe

    As cores parecem mesmo saídas de uma pintura. Só por curiosidade: ganhou algum pelo merchandising dos produtos de beleza da Lagoa Azul? Rs

    • Thiago Magalhães

      Sim, uma passagem por ano para Islândia durante 5 anos! Ah, quem me dera…

  • Oi Thiago,
    q lugar lindo!! Deve ser uma delicia né?

    • Thiago Magalhães

      Fernanda, correndo o risco de soar clichê, é muito mais lindo pessoalmente.

  • Que lugar, hein? Adorei, lindas fotos. Abraços.

    • Thiago Magalhães

      Nem me fale. Todo dia, sonho em voltar, Fábio.
      Abraço