19
jun
Comer, Europa, Fotografar

Uma aventura na Islândia

Se você é apaixonado por Sigur Rós como eu, vai entender de onde vem a inspiração deles quando pisar na Islândia. Você abre a janela e fica contemplando aquela paisagem etérea e não importa aonde você vá, sempre vai haver algo que te lembre de que a natureza manda por ali.

De dentro do ônibus que faz o trajeto aeroporto – centro da cidade, mandei uma foto do carimbo no passaporte para um amigo. Queria mesmo ter mandado uma foto da paisagem, mas o meu voo atrasou tanto que só fui chegar de madrugada ao aeroporto de Keflavík. Por conta da escuridão, naquele momento, era impossível ver além do que o que os faróis do ônibus iluminavam. O carimbo era a prova de que eu tinha chegado.

001 - Carimbo de entrada

O primeiro dia foi para reconhecimento da área. Passei pelo porto de águas cristalinas – porto + água cristalina são palavras que eu jamais imaginei que fosse usar na mesma frase – e fui ao mercado de pulga Kolaportið atrás de algumas pechinchas e objetos únicos. Quem sabe você encontra o seu típico suéter islandês por lá? Eu não comprei um, mas achei uma edição antiga de um livro de sagas islandesas – meramente para fins decorativos na minha estante, uma vez que islandês é um mistério completo para mim. De lá, fui para o Harpa, o Centro de Conferências e Concertos de Reykjavík. Os painéis de vidro refletem os raios de sol de maneira distinta, criando um efeito muito bonito. A construção do prédio foi interrompida por conta da crise que abateu a Islândia em 2008, mas o governo decidiu continuar a obra e hoje o prédio é a sede da Orquestra Sinfônica da Islândia. O interior é igualmente impressionante, simples, mas grandioso. Infelizmente, a programação daquela semana não ajudou muito e a única coisa que eu pude apreciar foi a arquitetura escandinava.

002 - Harpa

003 - Harpa

004 - Harpa

005 - Harpa

006 - Harpa

007 - Harpa

008 - Harpa

Passei pela Laugavenur, a rua de compras da cidade, mas a única coisa que eu comprei mesmo foram CDs de artistas islandeses e um ímã de geladeira para a minha mãe – ai de mim se eu me esquecer dessa encomenda.

009 - The Sun Voyager

010

011 - Laugavegur

012 - Loja de CD

014 - Laugavegur

Fui caminhando até a Hallgrímskirkja, a igreja cuja fachada me faz lembrar um foguete. Do alto dos seus 74 metros, é possível observar toda a capital e as casinhas que em muito me lembram  as do Banco Imobiliário. E lá de cima, Reyjkjavík provavelmente vai te passar a mesma ideia que me passou: de ser uma cidade interiorana onde pouco ou nada acontece. Com uma população de 100 mil habitantes, 1/3 da população do país, não é de se estranhar que Reykjavík tenha um certo ar interiorano, mas não se deixe enganar, a vida cultural é intensa, a cidade tem bastantes museus e galerias, além de sediar vários festivais de música e arte. Talvez uma maneira de fazer com que os islandeses não passem tanto tempo dentro de casa durante os invernos escuros.

015 - Hallgrímskirkja

016 - Hallgrímskirkja

017 - Hallgrímskirkja

018 - Hallgrímskirkja

019 - Hallgrímskirkja

020

021 - Reykjavík

022 - Reykjavík

A culinária islandesa tem uns pratos pouco ortodoxos. Ali na frente da Hallgrímskirkja, há um restaurante chamado Café Loki onde eu comi hákarl, única iguaria do cardápio islandês que me atrevi a experimentar. Trata-se de carne de tubarão fermentada. Bem, se você está acostumado com queijo fedorento, não vai estranhar esse prato. Pensei em provar a carne de baleia, mas deu uma pena do bichinho.

023 - Carne de tubarão

Ainda sobre comida, vale a pena experimentar o Skyr, um iogurte que você só encontra na Islândia.

024 - Skyr

No meu segundo dia, decidi ir atrás das baleias. Para isso, contratei os serviços da Elding, logo ali no porto. Não precisei marcar com antecedência. Sabia o horário de saída do barco e me preocupei em chegar um pouco mais cedo. A verdade é que não conseguimos avistar mais do que umas corcundas de mink e alguns golfinhos. Honestamente, eu estava esperando que a Free Willy pulasse por cima do barco, mas isso não aconteceu e acabou frustrando um pouco o passeio – sou um cara cheio de expectativas, como vocês devem ter notado.  Mas mesmo assim, o passeio valeu a pena, pois a paisagem na Islândia sempre vai dar um jeito de te surpreender e avistar os fiordes de outro ângulo compensou a timidez das baleias. Além do que, é uma adrenalina constante durante o passeio: cadê a baleia? A uma hora! Seis horas! Cadê? Olha lá! E nessa busca frenética, o tempo passa sem que você perceba…

031

032

033

034

035

036

037

A cidade fica ainda mais bonita com o anoitecer. Como escurece muito tarde no verão, o céu fica todo pintado de um azul que parece querer escurecer.

 025

026

027

028

029

030

038 - Anoitecer

Dicas de música:

Sigur Rós: todas as músicas! Mas se eu tivesse que escolher uma para ficar ouvindo sem parar, bem, Sæglópur, Milanó, Fjögur píanó, Dauðalogn e Andvari (você não achou que eu conseguiria escolher somente uma, achou?)

Bjork: até a fase Homogenic. Depois, eu mesmo perdi um pouco do interesse…

Ólafur Arnalds e Valgeir Sigurðsson – pra você que curte uma vibe mais introspectiva.

  • Yramaia Salviano

    Amei este post!
    Vou conferir as dicas musicais!

    • Thiago Magalhães

      Que bom que você gostou, Yramaia! =D

      Depois, nos conte o que você achou das músicas. Tem uma outra banda que merece ser mencionada, mas sobre ela, falarei no último post.

      Beijo.

  • Oi, Thiago. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia

    • Thiago Magalhães

      Estamos honrados com essa oportunidade! =]

      Um abraço

  • Felipe

    As fotos estão incríveis, principalmente as do Harpa. Fiquei com mais vontade ainda de conhecer a Islândia e provar o Skyr! Rs

    • Thiago Magalhães

      Me chama que eu vou junto!