18
mar
Europa, Hospedar-se

Convento do Espinheiro, um hotel sensacional

Estive em Évora há pouco tempo. Uma viagem por acaso e cheia de boas surpresas.

A primeira foi ainda dentro do avião para Lisboa, onde já tinha em mente alugar um carro e sair dirigindo por Portugal por 3 dias, de preferência para lugares que ainda não conhecia. Évora estava na lista por excelentes motivos: por ser linda como o Google me mostrava, por ser cheia de história e por estar em Alentejo, região que desejava visitar desde a primeira vez que havia pisado na terrinha.

Entre uns vinhos e outros que a TAP me servia, folheava meus livros, meus escritos e as revistas de bordo, até me deparar com o chamariz “Majestoso Alentejo“, da revista OnAir. Me encantei com tudo: com o fato de um hotel ser construído em um antigo convento do século XV, com a hospedagem de famosos Dons da época de ouro de Portugal e com a suposta aparição da Virgem Maria no espinheiro, na mesma época.

Fechei a revista com uma certeza: pelo menos uma noite passaria neste hotel. E não queria nem saber quanto isso ia me custar! (pensava, sob efeito do álcool).

Em Lisboa, a primeira coisa que fiz foi procurar um wi-fi e garantir a minha noite seguinte em Évora, longe 140 km de Lisboa em uma estrada facinha de dirigir no carro que aluguei na Europcar (mas que pesquisei no Car Trawler e achei um precinho super camarada, algo como 8 euros por dia).

Lá fui eu, um mapa, um pendrive com 8 músicas (vacilei!) e só uma malinha de mão (dica: se sua estada em Lisboa é uma curta conexão, deixe suas malas maiores no aeroporto por 4,75 euros por dia) rumo a uma viagem de músicas repetidas e locutores de rádio engraçados, como o da 93,7 que dizia, ao anunciar o tempo em Monsarraz, que a “previsão era de tempo nublado e algumas gotas… nas pessoas…”, e em uma estrada incrível repleta de sobreiros, a árvore de onde se extrai a cortiça.

A estrada para Évora

O Convento do Espinheiro fica uns 2 km da cidade de Évora, e já sinalizado desde a entrada da cidade, apontando para a direção do aqueduto. O charme do hotel se percebe de longe: um extenso muro branco de frente para um enorme pastagem e longe da estrada e de qualquer barulho de cidade, e faz jus ao título Spa and Resort escrito em letras marrons, em meio a calmaria e tranquilidade.

Aqueduto

Convento do Espinheiro

Convento do Espinheiro

Na entrada do hotel, uma porta automática e uma oliveira que fica ali na frente para te receber sem se exibir da sua idade: 1098 anos.

Convento do Espinheiro

Dentro do convento, móveis da época e equipe e concierges super atenciosos, que me oferecem dois tipos de quartos: dentro das instalações originais do convento ou na ala nova, de frente para os jardins. Fico com o segundo.

Ala Nova - Convento do Espinheiro

O quarto - Covento do Espinheiro

O luxo - Convento do Espinheiro

O mimo - Convento do Espinheiro

O quarto - Convento do Espinheiro

O quarto - Convento do Espinheiro

Entre todos os mimos que o hotel oferece, recebo uma degustação de vinhos na adega do convento, que é um charme. Não sei se fiquei mais impressionada com a adega de centenas de garrafas de Pêra Manca atrás de mim ou a mesa de mármore onde eu degustava meus vinhos, uma peça única de mármore iluminado por dentro e esculpido em formato de um gigante bloco de gelo.

Pera Manca

A Top Mesa de mármore

No dia seguinte fiz um tour pelas instalações do convento, pela capela e pelo belíssimo jardim.

Lounge - Convento do Espinheiro Convento do Espinheiro Capela - Convento do Espinheiro Capela - Convento do Espinheiro

Convento do Espinheiro

Jardim - Convento do Espinheiro Jardim - Convento do Espinheiro

Piscina - Convento do Espinheiro

Há uma visita guiada no hotel pelos próprios concierges, e é possível visitar a suíte onde a Família Real Portuguesa se hospedava, mas só acontece quando não há hóspedes nele, o que não foi o caso.

O hotel é sensacional e o preço mais ainda: 126 euros com todas as taxas e uma doação ao UNICEF. Em Évora recomendo três dias, e que um deles, pelo menos, seja aqui. Alguns luxos não custam caro.

  • Tame

    Menina, não subestime as idéias surgidas sob o efeito do álcool, as melhores nascem assim! E alguns dos melhores momentos de nossa vida também! Chiquérrimo o hotel, nunca fiquei num hotel com sua própria igreja! 🙂 Évora é mesmo unanimidade, passei meu último aniversário lá. Papeando, papeando, descobri que, em geral, o interior de Portugal exerce fascínio parecido nas pessoas, e a gradação de fascínio também é parecida: o top é o vilarejo de Óbidos, que é logo seguido por Évora. Tem até ruínas romanas!