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jan
Ásia, Bater Perna

Bom dia, Vietnã!

Sempre tento escolher lugares distantes de casa para passear. Longe daqui, do outro lado do mundo, há uma realidade totalmente diferente do nosso Ocidente, e que resolvi explorar nas minhas férias. Com vontade de conhecer um pouco mais da Ásia, escolhi o Vietnã, uma experiência incrível de contrastes culturais. Não é fácil se acostumar com o barulho das buzinas de milhões de motos que tomam conta das ruas de Hanói 24 horas por dia. É difícil de imaginar como pode haver tanta gente fora de casa até mesmo de madrugada, e como que os veículos não colidem entre si e nem atropelam nenhum pedestre.

Ruas tomadas por motos, em Hanói O enxame de Vespas automaticamente desvia de qualquer obstáculo, seja uma pessoa ou uma moto na contramão. Só quem viveu nos anos 80 sobrevive ao Vietnã: só se consegue chegar do outro lado da rua quem um dia jogou Frogger no Atari. O Vietnã é um país populoso, em rápido crescimento e uma promessa de ter a estrela de sua bandeira brilhando mais nos próximos anos, sendo referência em produção de arroz e café e cotado como um dos 11 países a formarem o próximo bloco de destaque na economia mundial depois do BRIC.Homem carrega cachorro em sua mobilete, no Vietnã

Caminhar pelas ruas de Hanói é um convite à reflexão do que aconteceu ao país há 50 anos, quando a guerra contra o comunismo do Vietnã do Norte era uma preocupação dos EUA durante a Guerra Fria. Os museus mostram e provam uma verdade diferente dos livros, e te convidam a refletir sempre sobre os dois lados da História. As ruas largas, os prédios de puro concreto, a bandeira vermelha flamejando no ar dividem a paisagem com símbolos ocidentais do capitalismo. Em meio aos noodles de arroz chamados Pho e rolinhos primavera de massa de arroz feitos na rua, KFC e Burger King surgem em algumas poucas esquinas. Entre um riquixá e vendedores de frutas com chapéu dos arrozais, há um Astor Martin a caminho do campo de golfe. E você se pergunta: como pode haver tanta riqueza em meio a tanta pobreza, e ainda assim o país sequer encabeçar a lista de pior distribuição de renda? O mausoléu de Ho Chi Minh Torre da Bandeira de Hanói

O melhor de Hanói está em seus pagodes, templos, passeios gastronômicos e tours de um dia para as regiões rurais ou para a costa, na famosa Halong Bay – uma belíssima formação de ilhas montanhosas no mar que pode ser visitada em um passeio de barco que dura meio dia.Halong Bay

 Halong Bay

Ao sul do país, encontra-se a cidade mais populosa: Ho Chi Minh City. De clima mais tropical, a antiga Saigon – que teve seu nome trocado para homenagear o presidente do Norte logo após o fim da guerra – é bem mais ocidentalizada. Com alguma incidência francesa ainda por conta da época em que a região era chamada de Indochina, HCMC tem excelentes restaurantes vietnamitas como o Nhà Hàng Ngon (o melhor restaurante de comida típica!), uma Notre Dame e muitos shoppings. Além do mais, se encontra a poucas horas de Cu Chi, onde é possível conhecer um pouco mais da Guerra do Vietnã visitando os famosos túneis subterrâneos, esconderijos de até 10 metros de profundidade no meio da selva em que os vietcongs utilizavam como tocaia no combate contra os americanos. O passeio inclui uma visita a um centro de artesanato de vítimas das bombas de napalm, uma rápida trilha por regiões bombardeadas por B-52 e tiro ao alvo opcional com a russa AK47.O restaurante Nhà Hàng Ngon

Almoço em Ho Chi Minh  A Catedral de Notre Dame em Ho Chi Minh,   Ho Chi Minh (16)

Um dia normal na capital Hanói

Como cheguei:

De Bangkok para Hanói no voo da Air Asia #3700

De Hanói para Ho Chi Minh no voo da Jetstar Pacific Airlines #791