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jan
América do Sul, Experimentar

Como planejei o meu Ano Novo

“Thaísa, onde você vai passar o Réveillon esse ano?”.

Esta era uma pergunta sem resposta até final de outubro do ano passado, quando ainda não tinha tomado nenhuma decisão do que faria nas duas últimas semanas do ano. Tinha recesso do trabalho, mas nenhuma coragem para pagar a pequena fortuna que valia na passagem para qualquer destino doméstico que saísse de Brasília. Um absurdo! Tinha um convite irresistível para Recife, mas, sério, saía por R$ 4.700,00 só o frete. Nem de Concorde! Nem de primeira classe! Não dá!

Eis que um amigo do Pará me visita em Brasília e me lembro de um destino que ele sempre falou ser muito bom. Aproveito o jantar e pergunto: “vem cá, e Alter do Chão, é legal mesmo? Qual é a melhor época para se visitar?”. A resposta é categórica: AGORA. O Rio Tapajós baixa de outubro a março e nesse período as areias branquinhas da região formam praias inacreditáveis.

Praia do Amor

Deixo o hashi de lado, corro pra casa e no domingo mesmo compro minhas passagens para Santarém por apenas R$ 300,00 o trecho. Não podia ser melhor.

Água quente do Rio Tapajós

Alter do Chão é, de fato, sensacional. Impressionante como as areias são branquinhas como já tinha a fama e as águas quentes do rio formam uma praia perfeita. Muito sol, nenhum sal e muito peixe fresquinho nas barracas montadas para o verão de 10 metros ou mais de rio baixo. É uma cidade muito tranquila, e que conta com boa infraestrutura para praia.

Praia em Alter do Chão

Fiquei na cidade por 6 noites e a estada foi suficiente para conhecer bastante da região. Cheguei no dia 25 de dezembro para passar o Ano Novo, e a cidade começou a encher no dia 29. Escolhi o novíssimo Hostel Pousada do Tapajós, e que recomendo muito! Quartos limpíssimos e atendimento de primeira com preço justo, mesmo para a alta temporada. O evento mais esperado era a famosa festa do DJ Tutu Marques, que atraiu algumas centenas de paulistas para o pacato vilarejo de pescadores do Pará, e que foi feita em uma praia próxima. Mas minha festa de final de ano foi no Espaço Alter do Chão depois da queima de fogos de 20 minutos na Praia do Amor. Não foi Copacabana, mas foi lindo! No Espaço rolou muito carimbó e jambito, o famoso mojito de jambu.

O pôr do sol na Ponta do Cururu

Além da opção de não fazer absolutamente nada em frente a uma praia linda (sempre retocando o protetor solar porque o sol de lá é de lascar!), existem algumas opções de passeios de barco pela região. Fiz três imperdíveis: o pôr do sol na Ponta do Cururu, uma extensão de areia no rio que de tão largo torna o horizonte infinito e te dá a ideia de se estar no mar, e que ao final do dia tem um espetáculo de botos, peixes e revoadas de pássaros em um cenário pitoresco. Parece uma gravação exclusiva de um documentário National Geographic. O segundo, um pouco mais distante, é a Ponta de Pedras, e que vale a pena passar o dia, já que tem cadeiras para alugar (leia-se: pegar emprestado, já que em Alter ainda não descobriram o aluguel de cadeiras como fonte de renda) e restaurantes. E o terceiro passeio, bom, este merece um post especial, e que contarei depois.Chegada na Ponta do Cururu

Pôr do sol "National Geographic"